O que é Transgênico OGMs    Alimentos Transgênicos    Alimentos transgênicos no Brasil e no mundo    Plantio de Transgênicos    Alimentos genéticamente modificados
    
    

TRANSGÊNICOS:







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TRANSGÊNICOS

TRANSGÊNICOS

Transgênicos são plantas, animais e microorganismos geneticamente modificados empregados como alimentos, tendo como objetivo principal a melhoria de algumas caracteristicas que os tornem mais produtivos, mais estáveis, mais saudáveis e maior produção com menor custo.
Transgênico é um ser vivo que recebeu um gene de outra espécie animal ou vegetal. O gene inserido pode vir da mesma espécie ou mesmo de outra completamente diferente. OGMs significa Organismos Geneticamente Modificados.
Os transgênicos são protagonistas de uma discussão polêmica entre aqueles que pedem sua proibição e os que acreditam que absolutamente não há motivos para tal.
È uma discussão entre organizações ambientais e de agricultura ecológica contra empresas e cientistas. Mas os principais afetados, nós consumidores, pouco sabemos sobre os OGMs e estamos praticamente fora do debate.
Por volta de 75% de todos os alimentos processados contém pelo menos um ingrediente derivado da soja, que no Brasil pode ser transgênica, ou de microorganismos geneticamente mofificados: O pão, queijo, iogurte e a cerveja são alguns dos quais possuem enzimas genéticamente modificadas. Em sua grande maioria todos alimentos que possuem proteína de soja já estão modificados, pois a soja já é transgênica, sua proteína já foi geneticamente modificada.
As plantas geneticamente modificadas podem adquirir resistência ao ataque de insetos, de pragas e à seca ou até mesmo tornarem-se menos vulneráveis à geadas, legumes, grãos e verduras mais nutritivos, resistentes a agrotóxicos, e com menos gordura. Um feijão com a inserção de um gene da castanha do Pará, por exemplo, passa a produzir metionina, um aminoácido essencial para a vida.
Na plantação de transgênicos o agricultor poderá reduzir o uso de agrotóxicos, poluindo menos o meio ambiente, pois as plantas estarão geneticamente modificadas não aceitando a interferência de insetos, fungos ou ervas daninhas, por exemplo, ou o inverso, aplicar maior numero de agrotóxicos para combater pragas sem que a plantação seja destruída através da resistência obtida.
Os transgênicos podem ser um passo para erradicar a fome no mundo, pois é mais produtiva e econômica (em torno de 20% de economia na produção). Sabe-se que há mais de 800 milhões de famintos sem condições mínimas de sobrevivência em todo o mundo.
Um determinado alimento transgênico poderá ser consumido por pessoas alérgicas à ele em sua forma normal. Uma planta com maior numero de vitaminas.
Produção de medicamentos com bactérias transgênicas. Produção de plantas em solos salinos ou em regiões áridas, onde não havia perspectiva de plantio.
O início da engenharia genética começou no final da década de 70, onde foi possível criar os transgênicos com a manipulação do código genético, onde permite induzir uma célula à realizar determinada função a qual ela não estava programada.
O transgênico é resultado da modificação da estrutura genética por meio da alteração de um gene, ou a introdução de um ou mais genes selecionados do mesmo organismo ou de outro.
Para produzir uma soja transgênica com ômega-3, serão selecionados genes com essas características de outra planta, como a prímula. No laboratório o gene da prímula é transferido para a planta da soja. O resultado que se consegue é uma soja com ômega-3 que será usada como matéria prima para outros produtos.
Não tem como notar diferença entre produtos convencionais e os geneticamente modificados, os transgênicos, somente a olho nu.
Alegam que os alimentos transgênicos não fazem mal à saúde. Existem protocolos internacionais à serem seguidos por empresas de biotecnologia.
No Brasil, essa função é responsabilidade da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão do Ministério de Ciências e Tecnologia que é composto por uma equipe de técnicos e por mais de 54 especialistas graduados com doutorado.
Em 2010 o Brasil plantou 25,4 milhões de hectares de soja, milho e algodão transgênicos, um aumento quase 20% em relação à área plantada em 2009, embora que o Brasil ainda é o maior produtor e exportador mundial de não-transgênicos.
Plantio de produtos transgênicos atinge 18 países. A soja transgênica foi liberada no Brasil em 1998.
Os números do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia mostram que o Brasil é o país onde o plantio de transgênicos mais avança.
Somente seis países no mundo produzem mais de 90% de transgênicos, entre eles, os EUA, China e o Brasil, enquanto na Europa sérios debates giram em torno dos transgênicos, criando polêmicas e descontrole. A fabricação ou a importação de produtos geneticamente modificados (alimentos, sêmen/sementes, embriões) não são proibidos e nem mesmo regulamentados dentro da União Europeia. Quem exporta para a Europa está tendo que rastrear e certificar a produção para provar que ela está livre de organismos geneticamente modificados.
Até a data de hoje (12-06-11) a lei no Brasil (Decreto Federal 4.680, de 2003), obriga os fabricantes a identificar qualquer produto que, em sua composição, tenha mais de 1% de substâncias geneticamente modificadas. Na embalagem do produto deve ter um T na côr preta dentro de um triângulo amarelo, pois mesmo sob alegação que os transgênicos não façam mal à saúde o consumidor tem o direito de fazer sua escolha na compra.
Porém muitas controvérsias nesta questão estão sendo discutidas, principalmente no que tange ao Ecossistema, pois na natureza existe a famosa "Lei da sobrevivência" ou da Cadeia Alimentar, onde cada ser vivo depende do outro para alimentar-se, etc. O impacto ambiental seria catastrófico.
Muitos cientistas alertam que os alimentos modificados geneticamente trarão riscos à saúde, alergias (pelas novas proteínas que são produzidas pela alteração genética), transferência da sua resistência para microorganismos patológicos, como bactérias que causam infecções por exemplo (resistentes a antibióticos).
Os transgênicos poderão afetar a vida microbiana no solo, perda de biodiversidade, poderão matar insetos benéficos para a agricultura ou resistência de insetos e pesticidas, que evoluiriam e se tornariam imunes, surgimento de pragas, poluição dos rios e lagos, contaminação do lençol freático diminuindo a potabilidade da água, aumento do desemprego, o surgimento de ervas daninhas resistentes a herbicidas, contaminações de outras lavouras não-transgênicas, resultados inesperados dos genes, uso de mais agrotóxicos por serem resistentes à eles, pragas e doenças poderão tornar-se resistentes, etc. A polinização é feita pelo vento, pelos pássaros e insetos, o que poderá ocasionar contaminação em lavouras não transgênicas e espalhar-se pelo mundo sem controle. Inclusive pela disseminação de sementes através de maquinários agrícolas usados em outras lavouras.
Algumas plantas que eram antes cultivadas para serem usadas na alimentação estão sendo modificadas para produzirem produtos farmacêuticos e químicos. Essas plantas transgênicas poderiam fazer uma polinização cruzada com espécies semelhantes e, deste modo, contaminar plantas utilizadas exclusivamente na alimentação.
Outra preocupação é o contexto capitalista global, pois os paises ricos teriam, com sua biotécnologia, maior poder de desenvolvimento e proliferação dos alimentos transgênicos, deixando os países mais pobres dependentes, inclusive o perigo de grandes setores da agricultura deter os direitos sobre determinadas plantas transgênicas, sementes com gene que combate determinado inseto seria patenteado, por exemplo, ou um "super pesticida" único capaz de combater pragas em lavouras transgênicas.
As frutas criadas em laboratório, com seleção genética, vêm ganhando características inexistentes nas variedades encontradas na natureza, e em fase experimental, estudos estão sendo realizados no Brasil para a possibilidade de frutas transgênicas, que serão resistentes a fungos, bactérias, vírus e insetos.
Os estudos iniciais estão sendo feitos em frutas cítricas.
Enfim, no dia em que foi escrito esta matéria, em quase todo o mundo existem diversas controvérsias e muitas discussões sobre o assunto, mas parece que ninguém quer assumir a responsabilidade pelos transgênicos.



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